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SOND’AR-TE ELECTRIC ENSEMBLE no Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu

  • Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu Viseu Portugal (map)

Guillaume Bourgogne – direção

Programa:
José Carlos Sousa - nova obra título a definir – EA *
Pedro Beradinelli - nova obra título a definir – EA **
Carlos Lopes – in Pulses – EA ***
Olivier Messiaen – Quarteto para o Fin do Tempo (1941)

EA = Estreia absoluta
*  encomenda Sond’Ar-te Electric Ensemble
**  encomenda conjunta FIMPV e Miso Music Portugal
***  encomenda Miso Music Portugal             

Sond’Ar-te Electric Ensemble
Guillaume Bourgogne – direção
Sílvia Cancela – flauta
Nuno Pinto – clarinete
Vítor Vieira – violino
Filipe Quaresma – violoncelo
João Casimiro Almeida – piano
João Dias - percussão

O Sond'Ar-te Electric Ensemble, apresenta neste programa um percurso musical que se inscreve plenamente na temática “Insurgência” do Festival Música Viva 2026 em parceria com o Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu. Reunindo três estreias absolutas dos compositores portugueses Carlos Lopes, Pedro Berardinelli e José Carlos Sousa, obras encomendadas pelo próprio ensemble e pela Miso Music Portugal, o programa afirma a criação contemporânea como espaço de risco, de pensamento e de afirmação artística.

Estas novas obras dialogam com uma das criações mais emblemáticas do século XX, o Quatuor pour la fin du temps de Olivier Messiaen, composto e estreado em 1941 no campo de prisioneiros de guerra de Görlitz. Nascida num contexto extremo de violência e privação, esta obra permanece como um poderoso testemunho da capacidade da música para afirmar a dignidade humana e a transcendência mesmo nas circunstâncias mais adversas.

Ao colocar em diálogo a urgência da criação contemporânea com esta obra seminal, o Sond’Ar-te Electric Ensemble constrói um programa que entende a música como gesto de resistência, de consciência e de liberdade. Interpretado por músicos de reconhecida excelência artística e profundo compromisso com a música do nosso tempo, este concerto propõe uma experiência de escuta intensa, onde a criação se afirma como espaço de insurgência poética e ética - um acto de imaginação crítica perante as tensões e desafios do presente.